Genética e cafeína: por que nem todo mundo responde igual à suplementação?

Genética e cafeína: por que nem todo mundo responde igual à suplementação?

Genética e cafeína: por que nem todo mundo responde igual à suplementação?

22 de jan. de 2026

22 de jan. de 2026

Dr. Carlos Amorim

Dr. Carlos Amorim

Assessor Científico

Assessor Científico

A cafeína é um dos compostos mais utilizados no mundo, seja para foco, energia, desempenho físico ou rendimento cognitivo. Mesmo assim, na prática clínica, é comum observar respostas completamente diferentes entre pacientes: alguns relatam melhora clara de desempenho e disposição, enquanto outros desenvolvem ansiedade, taquicardia, insônia ou simplesmente não percebem benefício.

Essa variabilidade não é aleatória. Ela está fortemente ligada à genética.

Por que a cafeína não funciona igual para todo mundo?

A ação da cafeína no organismo não depende apenas da dose ingerida, mas de como o corpo reconhece, responde e metaboliza essa substância.

Um dos pontos-chave está nos receptores de adenosina, responsáveis por regular alerta, fadiga, resposta ao exercício e liberação hormonal.

A cafeína age bloqueando esses receptores, mas nem todas as pessoas possuem a mesma sensibilidade genética a esse bloqueio. É aqui que entram variantes genéticas específicas que modulam a resposta à cafeína.

O papel da genética na resposta à cafeína

Algumas variantes genéticas alteram a forma como o organismo responde à cafeína, influenciando:

  • Sensação de energia ou agitação

  • Impacto sobre foco e desempenho físico

  • Resposta hormonal ao exercício

  • Risco de efeitos adversos como ansiedade, palpitações e distúrbios do sono

Na prática, isso explica por que duas pessoas usando a mesma dose podem ter experiências completamente opostas.

Cafeína, genética e desempenho físico: o que muda na prática?

Em contextos de exercício e performance, a cafeína pode influenciar:

  • Capacidade de esforço

  • Resposta anabólica ao treino

  • Sensação de fadiga

  • Recuperação

Porém, indivíduos com determinadas variantes genéticas tendem a apresentar melhor aproveitamento ergogênico, enquanto outros podem ter respostas discretas ou até prejudiciais, como aumento excessivo de estresse fisiológico.

Isso reforça um ponto essencial: cafeína não é universalmente benéfica.

Quando a cafeína pode atrapalhar?

Na prática clínica, alguns sinais sugerem que a cafeína não está sendo bem tolerada:

  • Ansiedade ou irritabilidade após o consumo

  • Piora da qualidade do sono, mesmo em doses baixas

  • Taquicardia ou sensação de “coração acelerado”

  • Queda de desempenho em vez de melhora

Em muitos desses casos, a causa não é “excesso de cafeína”, mas uma predisposição genética à maior sensibilidade.

Aplicação clínica: como usar a genética para personalizar a cafeína

A avaliação genética permite:

  • Identificar pacientes que se beneficiam da cafeína

  • Reconhecer aqueles com maior risco de efeitos colaterais

  • Ajustar dose, horário e até a indicação de uso

  • Evitar estratégias genéricas que geram frustração clínica

Em vez de perguntar “qual a dose ideal de cafeína?”, a pergunta passa a ser: “esse paciente é um bom candidato ao uso de cafeína?”

Conclusão

A cafeína é uma ferramenta potente, mas não é neutra nem universal. A genética explica grande parte das diferenças de resposta observadas na prática clínica e esportiva.

Integrar informações genéticas à prescrição permite sair do modelo de tentativa e erro e avançar para uma abordagem mais precisa, segura e individualizada, especialmente em contextos de performance, foco cognitivo e saúde metabólica.

Referência Bibliográfica

Rahimi MR, Semenova EA, John G, Fallah F, Larin AK, Generozov EV, Ahmetov II.
Effect of ADORA2A gene polymorphism and acute caffeine supplementation on hormonal response to resistance exercise: a double-blind, crossover, placebo-controlled study. Nutrients. 2024;16(12):1803. doi:10.3390/nu16121803.

A cafeína é um dos compostos mais utilizados no mundo, seja para foco, energia, desempenho físico ou rendimento cognitivo. Mesmo assim, na prática clínica, é comum observar respostas completamente diferentes entre pacientes: alguns relatam melhora clara de desempenho e disposição, enquanto outros desenvolvem ansiedade, taquicardia, insônia ou simplesmente não percebem benefício.

Essa variabilidade não é aleatória. Ela está fortemente ligada à genética.

Por que a cafeína não funciona igual para todo mundo?

A ação da cafeína no organismo não depende apenas da dose ingerida, mas de como o corpo reconhece, responde e metaboliza essa substância.

Um dos pontos-chave está nos receptores de adenosina, responsáveis por regular alerta, fadiga, resposta ao exercício e liberação hormonal.

A cafeína age bloqueando esses receptores, mas nem todas as pessoas possuem a mesma sensibilidade genética a esse bloqueio. É aqui que entram variantes genéticas específicas que modulam a resposta à cafeína.

O papel da genética na resposta à cafeína

Algumas variantes genéticas alteram a forma como o organismo responde à cafeína, influenciando:

  • Sensação de energia ou agitação

  • Impacto sobre foco e desempenho físico

  • Resposta hormonal ao exercício

  • Risco de efeitos adversos como ansiedade, palpitações e distúrbios do sono

Na prática, isso explica por que duas pessoas usando a mesma dose podem ter experiências completamente opostas.

Cafeína, genética e desempenho físico: o que muda na prática?

Em contextos de exercício e performance, a cafeína pode influenciar:

  • Capacidade de esforço

  • Resposta anabólica ao treino

  • Sensação de fadiga

  • Recuperação

Porém, indivíduos com determinadas variantes genéticas tendem a apresentar melhor aproveitamento ergogênico, enquanto outros podem ter respostas discretas ou até prejudiciais, como aumento excessivo de estresse fisiológico.

Isso reforça um ponto essencial: cafeína não é universalmente benéfica.

Quando a cafeína pode atrapalhar?

Na prática clínica, alguns sinais sugerem que a cafeína não está sendo bem tolerada:

  • Ansiedade ou irritabilidade após o consumo

  • Piora da qualidade do sono, mesmo em doses baixas

  • Taquicardia ou sensação de “coração acelerado”

  • Queda de desempenho em vez de melhora

Em muitos desses casos, a causa não é “excesso de cafeína”, mas uma predisposição genética à maior sensibilidade.

Aplicação clínica: como usar a genética para personalizar a cafeína

A avaliação genética permite:

  • Identificar pacientes que se beneficiam da cafeína

  • Reconhecer aqueles com maior risco de efeitos colaterais

  • Ajustar dose, horário e até a indicação de uso

  • Evitar estratégias genéricas que geram frustração clínica

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Seg a Sex – 8h às 18h

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